26/02/13

O maior peixe-de-bico do mar

Meca: o mais conhecido “peixe-de-bico” do mundo corre risco de desaparecer

Banco de imagens Projeto Tamar

O peixe Meca

O nome técnico do Meca ou Espadarte é Xiphias gladius. É marrom a azul-escuro ou cinza, mais escuro no dorso e brancacento no ventre. Há exemplares quase escuros, apenas com uma fina estria pálida no perfil ventral; faces branco-prateadas. Chega a 4,5 m e 600 kg, geralmente menor. Vive em todas as águas quentes e temperadas do mundo, no Atlântico Ocidental desde a Nova Escócia ao norte da Argentina.

Vive no mar aberto, a mais de 600 metros de profundidade, e tolera temperaturas de 5 a 27 graus celsius, preferindo a temperatura entre 18 e 22 graus. A temperatura de seu corpo é ligeiramente maior que a da água circundante, graças ao seu peculiar aparelho circulatório.

Caça peixes como atuns e dourados, além de lulas e zooplancton, e pode usar seu “bico” para matar, atordoar ou cortar suas presas. O Meca pode ser agressivo, com casos de ataque a barcos, pescadores e mesmo a veículos de exploração submarina profunda ou plataformas de pesquisa.

Veja aqui um vídeo, que mostra um Meca enfiado em uma estrutura e como um mini-submarino salva sua vida!

Em águas tropicais a reprodução do Meca acontece durante todo o ano com picos na primavera e verão, enquanto nas temperadas a reprodução concentra-se no período entre a primavera e o meio do outono. A quantidade de ovos varia de 1,4 a 4,2 milhôes de ovos por fêmea.  O desenvolvimento das larvas, que nascem com poucos milímetros de comprimento, é incrível: exemplares com pouco mais de 1 ano de idade podem chegar a 120 cm e 15 kg. Vivem mais de 12 anos, possivelmente 16.

Por sua carne ser excelente e de grande importância comercial ,o Meca está ameaçado em muitas regiões de mundo, mas exatamente por essas razões os estudos a respeito são deficientes. No Pacífico, navios do Japão e da Coréia capturam enormes quantidades, sem discernir tamanho. Já ao largo da Venezuela, num passado recentemente, foram dizimados por pesqueiros norte-americanos. No Mediterrâneo, é presa comum de redes e objeto da pesca com arpão nas costas italianas.

As águas chilenas produzem os maiores do mundo e o recorde mundial ocorreu em maio de 1953 com um exemplar de 536,15 kg.

Alfredo Carvalho Filho é biólogo e publicitário, além de autor do livro “Peixes, Costa Brasileira”.  Ele Também possui uma coluna na revista "Pesca Esportiva"

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