A anta – (Tapirus terrestris)
Texto e fotos de Haroldo Palo Jr.
Atingindo mais de 2,5 m de comprimento, a anta é o maior animal terrestre do Brasil. Tem o lábio superior alongado em uma pequena tromba curvada para baixo, o que facilita muito sua identificação. Possui uma crina curta, de pelos grossos e rígidos na parte superior da cabeça e sobre o pescoço.
Habita matas, nas proximidades da água, onde se refugia quando necessário, mergulhando.
As antas têm hábitos principalmente noturnos e solitários, permanecendo durante o dia ocultas na vegetação fechada. Possuem excelentes sensos de audição e de olfato, por isso são dificilmente avistadas, sendo normalmente identificadas pelos rastros que deixam.
Alimentam-se em geral de folhas, frutos e raízes.
Distribuição geográfica: América do Sul, do extremo norte ao norte da Argentina.
Curiosidades
• Uma anta pode pesar até 320 kg.
• Se alimenta de folhas e gemas de várias árvores e arbustos, assim como de frutas variadas, ervas e raízes, sempre à noite, que é o período de maior atividade.
• Depois de se fartar de tanto comer, a anta procura um barranco de rio para comer barro. Como ela come todo o tipo e partes vegetais, muitos deles tóxicos e que poderiam matá-la, ao comer o barro, ela tem o antídoto contra os venenos das plantas.
• O período de gestação é de 385 a 412 dias, gerando apenas um filhote, raramente dois.
• O filhote nasce com 4 a 7 kg. Fica escondido em um ninho por uma semana antes de acompanhar a mãe, com quem permanece por 10 a 11 meses.
• Os filhotes, quando nascem, são avermelhados com listras brancas e amareladas. Perdem esse padrão de coloração entre 5 e 8 meses de idade.

• Atingem a maturidade entre 3 e 4 anos de idade.
• Em cativeiro uma anta viveu até 35 anos de idade.